1 Coríntios 10: 25. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência.
Quer dizer que baseado nesse versículo eu posso comer de tudo inclusive carne de porco? Afinal nos açougues ou mercados também vende carne de porco, e segundo a carta de Paulo aos Coríntios, eu tenho que comer de tudo quanto se vende no açougue sem perguntar nada, por questão de consciência não a minha, mas a a do outro.
Será que é isso mesmo?
Vamos estudar juntos os ensinamentos do apóstolo Paulo e seu contexto?
O apóstolo Paulo estava ensinando aqui para Judeus convertidos da cidade de Corinto.
1 Coríntios 1: 1. Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus) e o irmão Sóstenes, 2. à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:
Óbvio que num açougue judeu seria imaginável supor que se encontraria carne de porco, pois segundo a tradição judaica e a Torá o porco é um animal imundo ( impróprio como alimento) .
Até a criação de porcos era proibida, quanto mais o comércio de sua carne.
O porco também é impuro; embora tenha casco fendido, não rumina. Vocês não poderão comer a carne desses animais nem tocar em seus cadáveres.
Deuteronômio 14:8
Vocês têm que fazer separação entre o santo e o profano, entre o puro e o impuro, e ensinar aos israelitas todos os decretos que o Senhor lhes deu por meio de Moisés".
Levítico 10:10-11
E o porco, embora tenha casco fendido e dividido em duas unhas, não rumina; considerem-no impuro. Vocês não comerão a carne desses animais nem tocarão em seus cadáveres; considerem-nos impuros.
Levítico 11:7-8
"Os que se consagram para entrar nos jardins indo atrás do sacerdote que está no meio, comem carne de porco, ratos e outras coisas repugnantes, todos eles perecerão", declara o Senhor.
Isaías 66:17
Baseado então nessas informações importantes concluímos portanto que jamais num mercado judeu encontraríamos algo imundo ou impróprio.
Portanto poderíamos sim comer de tudo.
Mas será que foi nesse sentido que Paulo estava exortando os irmãos de Corinto?
Entre a carne útil para alimento e a imprópria?
De fato não!
Leiamos o versículo 28, onde está a chave e interpretação desse texto:
1 Coríntios 10: 28. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude.
Entendeu agora que a relação aqui nada tem a ver com carne lícita ou carne imprópria para alimento, mas carne que anteriormente havia sido sacrificada aos ídolos?
Ou seja dos alimentos permitidos que eram vendidos no mercado, ou servido na mesa de um judeu não cristão, poderíamos sim comer sem perguntar, mas a partir do momento que alguém advertisse que teria origem de sacrifício pagão, teríamos que deixar de comer imediatamente para não causar escândalo a pessoa que te advertiu, aos Judeus e aos gregos.
Esse alimento mesmo tendo sido sacrificado aos ídolos depois da oração e ações de graças não traria dano algum, nem material e nem espiritual pra quem o consumisse.
Mas então porque a advertência de Paulo?
Por causa da consciência do mais fraco, e para evitar o escândalo na igreja de Deus, do judeu, mas principalmente do ímpio, a ponto de colocar empecilho na sua salvação.
Para os que hoje em dia, ainda continuam com essa mesma interpretação equivocada de quê se pode comer de tudo, sem perguntar, poderia fazer uma rápida visita num açougue desses países como China, Indonésia, Coréia, México, Filipinas, Polinésia, Taiwan, Vietnã, o Ártico e a Antártida e dois cantões da Suíça, e aproveitar um delicioso prato de carne de cachorro, ou se banquetearem num delicioso cardápio de ratos no Camboja, Laos, Myanmar, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Gana, Moçambique, China e Vietnã, ou até mesmo irem na China experimentar alguns pratos muito exóticos de escorpiões, lacraias, cigarras ou baratas.

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