quarta-feira, 17 de março de 2021

QUEM É O OUTRO CONSOLADOR DE JOÃO 14:20

QUEM É O CONSOLADOR DE JOÃO 14:16?

Temos muitos leitores e pregadores das sagradas escrituras, mas poucos realmente tem o entendimento e o discernimento correto.  Dos mais de 46 anos de evangelho,  e de estudo das sagradas escrituras, o conselho que te daria seria: esqueça praticamente tudo que te ensinaram e aprenda de novo. 

Se não vejamos:  todos eles dizem que o espírito santo, ou paráclito, é o substituto de Jesus na terra. 

Será isso mesmo verdade? É isso que as escrituras ensinam?  

Paráclito ou Paracleto (em grego: παράκλητος - paráklētos; em latim: paracletus) significa "aquele que consola ou conforta; aquele que encoraja e reanima; aquele que revive; aquele que intercede em nosso favor como um defensor numa corte".

Você está afirmando que o espírito santo, é o intercessor, defensor, e mediador?
Estaria o espírito santo usurpando o lugar de Jesus?

mediador
1.
que serve de intermediário, de elo.
2.
substantivo masculino
indivíduo que medeia, intermédeia, arbitra.

8 sinônimos de paráclito para 2 sentidos da palavra paráclito: Pessoa que protege ou defende: 1 paracleto, defensor, mentor, auxiliador, intercessor, advogado, consolador.

*Se esses sinônimos fossem atribuídos a outra pessoa se não o Filho do eterno, teríamos claramente aqui uma usurpação de lugar e de direitos.

1 Timóteo 2:5 
Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,
 
1 João 2:1
 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.

João 14:16 
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, 
17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
 18 Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
 19 Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. 
 
Temos plena convicção que Yeshua  falava de si próprio, quando afirmou que o mundo não viu e nem o conhece, mas que os discípulos o conheceu porque habita com eles e estará com eles.
Vs 17

Quando o espirito santo habitou com os discípulos, esteve no mundo, e não foi visto e reconhecido, se não o próprio Jesus? 

No Vs seguinte Jesus revela quem é o verdadeiro consolador e o espírito da verdade: 
Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós. Vs 18.

João 14:20 
Naquele dia, conhecereis que estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós.

João 14:23 Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. 
28a Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós.

Esse consolador de que trata o texto é o  mesmo Jesus, não mais em corpo, mas em espírito, na sua forma pré existencial, após sua ascenção aos céus.  Vs 19.

Mateus 28:20 ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!
 
Mateus 18:20 
Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.

Elias Barbosa ( estudioso da Bíblia e das religiões).

terça-feira, 9 de março de 2021

DOIS SENHORES OU UM SÓ SENHOR?

A palavra bíblica Adonai que significa Senhor,  com a primeira letra maiúscula, só pode ser aplicada quando faz referência ao eterno.  

Já Adon que é traduzido também por senhor, é aplicado ao filho do eterno. 
A tradução de JFA faz uma confusão tremenda com as palavras do rei Davi, retratando um diálogo entre Elohim (Deus) e seu Filho:
Salmos 110:1 
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. 

No texto aparece dois senhores com S maiúsculos, dando a ideia de existir mais de um Senhor.

Efésios 4:4
 há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; 
5 um só Senhor, uma só fé, um só batismo;
 
Veja como ficaria o versículo se tivesse sido traduzido da forma correta. 

Disse Adonai a meu adon, senta-te a minha mão direita até que ponhas os teus inimigos por escabelo dos teus pés.
 
Poderia ficar também dessa outra forma: 

Disse YHWH ao meu senhor, senta-te a minha mão direita até que ponhas os teus inimigos por escabelo dos teus pés. 

1 Pedro 3:21b
 pela ressurreição de Jesus Cristo; 22 o qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.
 
Marcos 16:19 
Ora, o Senhor depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.
 
* YHWH ( conhecido como tetragrama. Quatro consoantes hebraicas usadas para formar o nome do eterno. 

* Escabelo( pequeno banco ou caixa para apoio dos pés) 
 

ELIAS BARBOSA (estudioso da Bíblia e das religiões).

sábado, 6 de março de 2021

LÁZARO MORREU E FOI PRA GLÓRIA?

Lázaro morreu e foi pra glória?

39:  Disse Yeshua(Jesus): Tirai a pedra. Marta, irmã do morto, disse: Adon(senhor), já cheira mal, porque está morto há quase quatro dias. 
40:  Respondeu Yeshua: Não te disse que, se creres, verás a grandeza do Eterno? 
41:  Tiraram, então, a pedra de onde o defunto jazia. E Yeshua, levantando os olhos aos céus, disse: Ábba(pai), ações de benevolência te dou, porque me ouviste. 
42:  Eu sabia que sempre me ouves; mas por causa da multidão que está em redor é que assim falei, para que eles creiam que tu me enviaste. 
43:  E, tendo dito isso, clamou em voz alta: Etazar(Lázaro), vem para fora! 
44:  Saiu aquele que estivera morto, tendo ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Yeshua disse a eles : Desligai-o e deixai-o ir.  - Yochanan - João - 11
 

1. As igrejas cristãs atuais afirmam que o crente quando morre vai pra glória. 
Será que é isso que as escrituras ensinam? 
Vejamos o exemplo de Lázaro. 
Jesus não afirmou: Lázaro desce, mas vem para fora! provando assim que ele estava na caverna(sepulcro) e não no céu. Vs. 43

2. Quando os discípulos  interrogou Jesus, ele disse que Lázaro dorme, se referindo a sua morte, ratificando que na morte não há consciência, mas é como estivesse dormindo. Vs 12-14.

3. Lázaro e nenhum outro que morreu e  passou pelo milagre da ressurreição, no antigo e nem no novo testamento, trouxe lembranças ou recordações de quando esteve morto. Vs. 44

4. Estaria Jesus fazendo o bem a Lázaro tirando-o da glória em que supostamente estaria gozando momentos maravilhosos no céu com Deus,  trazendo-o de volta a essa terra tão cheia de angústias e sofrimentos?
5. Portanto jamais afirme que o crente ao morrer vai imediatamente para glória e o descrente  para o inferno. Porque o próprio Jesus, nos instrue que eles estão na sepultura, aguardando a ressurreição .

28:  Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: 
29:  os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.  - Yochanan - João - 5
 

Elias Barbosa ( estudioso da Bíblia e das religiões.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A PARÁBOLA DO JOIO SOB OUTRA PERSPECTIVA

A Parábola do joio e do trigo. 

Mateus 13
24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; 25 mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.
 26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. 
27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?
 28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? 29 Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. 30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
 
Mateus 13
36 Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. 
37 E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente é o Filho do Homem, 
38 o campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do Maligno.
 Mateus 13:39 O inimigo que o semeou é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. 
40 Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. 
41 Mandará o Filho do Homem os seus anjos, e eles colherão do seu Reino tudo o que causa escândalo e os que cometem iniquidade. 
42 E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali, haverá pranto e ranger de dentes. 
43 Então, os justos resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

Onze coisas que você já sabe desta parábola. 

1. Que o joio se parece com o trigo 
2. Que não pode arrancar o joio antes da colheita pra não arrancar o trigo junto. 
3. Que quem plantou a boa semente foi o filho do homem. 
4. Que quem plantou a semente ruim foi o inimigo ou o diabo. 
5. Que o campo é o mundo.
6. Que a boa semente são os filhos do reino.
7. Que a má semente, são os filhos do maligno. 
Que a ceifa ou a colheita é o fim do mundo.
8. Que os ceifeiros são os anjos. 
9. Que o filho do homem ordenará aos seus anjos que colham do seu reino tudo o que causa escândalo ou que cometam iniquidade. 
10. Que esses mesmos serão lançados na fornalha de fogo, e que ali haverá choro e ranger de dentes. 
11. Que os justos resplandecerão no reino de seu pai. 

Agora duas coisas que talvez você não saiba. 

1. Que o joio jamais será trigo, e que o trigo jamais se tornará joio. 
Não importa o que as religiões façam, os padres, os pastores, as igrejas; o joio será sempre joio e o trigo será sempre trigo, apesar da semelhança.

2. Que da mesma forma que o joio parece com o trigo, o trigo também se parece com o joio.  

Lição prática: 

A- Nunca julgue alguém pela aparência, alguém pode ser trigo, com aparência de joio, ou  pode ser joio com aparência de trigo. 
B- Leve a palavra em tempo e fora de tempo, e deixe o julgamento para o dia da colheita. 
Elias Barbosa
( estudioso da Bíblia e das religiões)

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

A PENA DE MORTE É CRISTÃ?

A lei do Antigo Testamento ordenava a pena de morte para vários atos: assassinato (Êxodo 21:12), seqüestro (Êxodo 21:16), deitar-se com animais (Êxodo 22:19),
adultério (Levítico 20:10), homossexualismo (Levítico 20:13), 
ser um falso profeta (Deuteronômio 13:5), prostituição e estupro (Deuteronômio 22:4), e diversos outros crimes. 
No entanto,

Deus freqüentemente demonstrava misericórdia quando a pena de morte era dada. Davi cometeu adultério e

homicídio, e mesmo assim Deus não exigiu que sua vida fosse tirada (2 Samuel 11:1-5, 14-17; 2 Samuel 12:13). No

fim das contas, todo e qualquer pecado que nós cometemos deveria resultar na pena de morte (Romanos 6:23).

Felizmente, Deus demonstra o Seu amor por nós não nos condenando (Romanos 5:8).

Sim, Deus permite a pena de morte. Então, basicamente, estamos de volta ao lugar onde começamos. Sim, Deus

permite a pena de morte. Mas ao mesmo tempo, Deus nem sempre exige a pena de morte quando ela é aplicável. Qual

deveria ser a visão de um cristão acerca da pena de morte, então? Primeiro, devemos nos lembrar de que Deus

instituiu a pena de morte na Sua Palavra; portanto, seria presunçoso da nossa parte pensar que nós podemos instituir

um padrão mais alto que o Dele ou que nós podemos ser mais bondosos do que Ele. Deus tem um padrão mais alto do

que o de qualquer outro ser, visto que Ele é perfeito. Este padrão se aplica não apenas a nós, mas para Ele mesmo.

Portanto, Ele ama em um grau infinito, e Ele tem misericórdia em um grau infinito. Nós também vemos que Ele tem ira

em um grau infinito, e tudo isto se mantém em perfeito equilíbrio.

Segundo, nós devemos reconhecer que Deus deu ao governo a autoridade de determinar quando a pena de morte

deve ser dada (Gênesis 9:6; Romanos 13:1-7). Não é bíblico afirmar que Deus se opõe à pena de morte em qualquer

situação. Os cristãos jamais devem comemorar quando a pena de morte é empregada, mas, ao mesmo tempo, os

cristãos não devem lutar contra o direito do governo de executar os autores dos crimes mais hediondos

"Quem derramar sangue do homem,
pelo homem seu sangue será derramado;
porque à imagem de Deus
foi o homem criado.
Gênesis 9:6

"Quem ferir um homem e o matar terá que ser executado.
Êxodo 21:12

"Se alguém ferir uma pessoa a ponto de matá-la, terá que ser executado.
Levítico 24:17

"Se um homem ferir alguém com um objeto de ferro de modo que essa pessoa morra, ele é assassino; o assassino terá que ser executado.
Números 35:16

Se, de fato, sou culpado de ter feito algo que mereça pena de morte, não me recuso a morrer. Mas, se as acusações feitas contra mim por estes judeus não são verdadeiras, ninguém tem o direito de me entregar a eles. Apelo para

César!"
Atos dos Apóstolos 25:11

Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 
Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal,

tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o

mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de um punição, mas também por questão de consciência.
Romanos 13:1-5

Se alguém há de ir
para o cativeiro,
para o cativeiro irá.
Se alguém há de ser morto
à espada,
morto à espada haverá de ser.
Aqui estão a perseverança e a paciencia dos santos.
                                                    Apocalipse 13:10  Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?
Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.

João 19:10-11.

A impunidade aumenta a criminalidade. Isto é um fato! Será que as nossas leis são suficientemente duras a ponto de

corrigirem, ou inibirem a desordem social? Seria a pena de morte uma punição justa e até necessária em nosso

contexto brasileiro? Este é um assunto polêmico que apresenta dificuldades, e algumas questões precisam ser

levantadas e respondidas em nosso estudo sobre o assunto. Primeiro, a Bíblia proíbe, ordena ou autoriza a pena de

morte? Segundo, a pena de morte seria justamente aplicável e promoveria a segurança em nosso contexto social? E

terceiro, quem seria responsável pelo julgamento e aplicação da pena capital?

A proposta desta lição é de estudarmos o tema, assumindo que a Bíblia nem ordena, nem proíbe a pena capital, mas a

permite como dispositivo punitivo caso o nosso país decida adotá-lo, e que ela amenizaria a criminalidade em nossa

sociedade.

A Bíblia, como nossa única regra de fé e prática proíbe, ordena ou autoriza a pena de morte? Mesmo numa leitura

superficial do Antigo Testamento encontraremos a ordenança de matar pessoas seguindo alguns critérios da lei civil de

Israel entregue por Deus a Moisés. Não há proibição contra a pena de morte na antiga Aliança. Encontramos no Antigo

Testamento o 6º mandamento “não matarás”. Todavia, esta lei não significava a proibição de toda morte como

sentença penal. Pode-se perceber que a palavra hebraica rasah traduzida por “matar”, não expressa a força e

significado do verbo original, seria melhor vertê-la por “não assassinarás”. Assim, deve-se considerar que a proibição

do 6º mandamento é contra o assassinato, ou a vingança pessoal, e não uma proibição da execução penal de um

criminoso pelo governo instituído por Deus.

O Catecismo Maior de Westminster quanto à significação do 6º mandamento esclarece que a sua proibição envolve

“Quais são os pecados proibidos no sexto mandamento? Resposta: Os pecados proibidos no sexto mandamento são: o

tirar a nossa vida ou a de outrem, exceto no caso de justiça pública, guerra legítima, ou defesa necessária; a

negligência ou retirada dos meios lícitos ou necessários para a preservação da vida; a ira pecaminosa, o ódio, a inveja,

o desejo de vingança; todas as paixões excessivas e cuidados demasiados; o uso imoderado de comida, bebida,

trabalho e recreios; as palavras provocadoras, a opressão, a contenda, os espancamentos, os ferimentos e tudo o que

tende à destruição da vida de alguém. (At 16.28; Gn 9.6; Nm 35.31,33; Hb 11.32-34; Êx 22.2; Mt 25.42,43; Mt 5.22;

1 Jo 3.15; Pv 14.30; Rm 12.19; Tg 4.1; Mt 6.31,34; Lc 21.34; Êx 20.9.10; 1 Pe 4.3,4; Pv 15.1; Pv 12.18; Is 3.15; Nm

35.16; Pv 28.17).”[1] Assim, desde o suicídio, o assassinato, a guerra justa, a defesa pessoal, a negligência da

segurança, sentimentos maus, palavras ferinas, a intemperança e a agressão física são todos aspectos implícitos

ordenados ou proibidos no 6º mandamento.

Lemos algumas vezes no Antigo Testamento a ordenança de executar pessoas, famílias, ou os habitantes de Canaã

(Êx 21:23-24; Js 7:1-26; Dt 21:18-21). A pena de morte foi socialmente sancionada por Deus nos casos de

“assassinato premeditado (Êx 21:12-14); sequestro (Êx 21:16; Dt 24:7); adultério (Lv 20:10-21; Dt 22:22); incesto

(Lv 20:11-12, 14); bestialidade (Êx 22:19; Lv 20:15-16); desobediência aos pais (Dt 17:12; 21:18-21); ferir ou

amaldiçoar os pais (Êx 21:15; Lv 20:9; Pv 20:20; Mt 15:4; Mc 7:10); falsas profecias (Dt 13:1-10); blasfêmia (Lv

24:11-14; 16:23); profanação do sábado (Êx 35:2; Nm 15:32-36); e sacrifícios aos falsos deuses (Êx 22:20).”[2] A

intenção da pena de morte no Antigo Testamento era de frear pecados sociais de um povo que viveu mais de 400 anos

como escravo, influenciado pela cultura pecaminosa egípcia e sem uma referência clara da justiça divina. Deus ordenou

a pena de morte na Lei, porque Ele é o soberano sobre tudo e sempre justo juiz em punir.

O processo e a aplicação da pena não era arbitrária, mas criteriosamente estabelecida por Deus. D.W. Van Ness

escreve que “lendo o AT revela que se aplicavam proteções evidenciais e processuais para abordar casos que

mereceriam a pena de morte. Estas medidas incluem a proporcionalidade (Êx 21:23-35); a certeza da culpa

estabelecida por duas testemunhas (Dt 17:6; Nm 35:30); a intencionalidade (Nm 35:22-24); as provisões processuais

incluíam as cidades refúgio que protegiam o acusado até o momento do seu julgamento (Nm 35); a responsabilidade

individual (Dt 24:16); a justiça do procedimento legal, independentemente do status econômico do acusado dentro da

comunidade (Êx 23:6-7); e, a limitação da hora de se aplicar a pena de morte (Ez 33:11).”[3] Aqui vemos Deus

estabelecendo a ordem e a sua santidade e justiça no meio do seu povo. Ao matar ou causar dano grave o assassino

perderia o direito à vida. Moisés declarou que “quem ferir o outro, de modo que este morra, também será morto” (Êx

21:12), e este é o mesmo princípio básico para a aplicação da pena de morte anteriormente ordenado por Deus à Noé

após o dilúvio (Gn 9:6).

A lei civil e cerimonial entregue a Israel não é válida para hoje, embora o princípio moral, ou a lei moral tem a sua

continuidade no Novo Testamento. Isso significa que não podemos interpretar as ordens de execução como estão no

Antigo Testamento e aplicá-las literalmente hoje. As leis civis regularam Israel enquanto nação teocrática, e as leis

cerimoniais tiveram validade até a morte de Cristo. Mas, a lei moral que são os Dez Mandamentos tem plena validade

para hoje. Assim, os juristas brasileiros poderiam, como no passado o fizeram, se valer dos princípios absolutos da

Escritura Sagrada para formular as doutrinas penais, decidindo por um sistema judiciário por princípios bíblicos e menos

antropocêntrico. O princípio moral para se criar uma lei que exija a morte do criminoso é atual, e teria autorização

tanto no Antigo Testamento, como no Novo Testamento.

No Novo Testamento a pena de morte continua como uma prática comum, no entanto, aplicada pelo império romano e

não mais pelos juízes de Israel. O Sinédrio de Jerusalém participava do processo de condenação levantando as provas,

fazendo a denúncia e entregando o criminoso às autoridades romanas para a sentença final e execução do criminoso. A

partir daí dentro da hierarquia do governo romano, desde a administração municipal até o governador da província, se

fosse um nativo julgado a sentença terminaria na opinião do governador. Se o réu fosse cidadão romano poderia

recorrer à última instância apelando a César, ou seja, seria julgado pela república, ou pelo próprio imperador. Por

exemplo, Jesus valida a pena de morte, com a sua própria morte (At 2:22-24; At 4:26-30), bem como Paulo, em Rm

13:1-5, fala do uso da espada pelo magistrado em punir com morte, e ele mesmo durante o seu julgamento se sujeita

à pena capital, caso a merecesse (At 25:8-11). Sabemos pelos relatos históricos que o apóstolo foi executado sob a

ordem do imperador Nero. Segundo a tradição todos os apóstolos, com exceção de João, foram executados. A pena de

morte produziu os mártires da Igreja, e o seu sangue foi a semente missionária para a expansão do Cristianismo

primitivo.

Não há na Escritura Sagrada qualquer proibição ou oposição à pena de morte. Entretanto, ela não exige o seu uso

incondicional. A Bíblia autoriza a pena capital, caso algum país queira aprová-la, e sanciona a sua aplicação como

legítima diante de Deus.

Concluímos que a Bíblia nem ordena, nem proíbe a pena capital, mas a permite como dispositivo punitivo caso o nosso

país decida adotá-lo. Assim, podemos protestar a seu favor, caso entendamos que seja necessário a aplicação de

penas mais rígidas, como a pena de morte em nossos tribunais.

A pena de morte promove a vida de quem quer viver. O “não matarás” é uma advertência para quem não quer se

tornar um assassino. Isto significa que se o indivíduo matou, perdeu o direito de viver. A autoridade instituída por Deus

tem o dever de proteger com a espada, e com este mesmo instrumento punir o criminoso impedindo-o de ser uma

possível ameaça aos cidadãos de bem.

A pena capital não é algo realizado por vingança familiar, nem sem critérios objetivos da gravidade do crime em que se

dará a condenação. A sentença será dada pelo Estado, um juiz especializado, leis específicas, e sobre um crime doloso

e hediondo em que envolve assassinato ou a desonra com dano irreparável do indivíduo, como por exemplo, o estupro.

Talvez, alguém seja contra a pena de morte no Brasil argumentando que sempre é possível um inocente morrer

injustamente. De fato, este é a melhor objeção à pena capital. Todavia, a resposta a este argumento é

satisfatoriamente dada por Gordon H. Clark quando ele questiona “a pena de morte é inviável pela possibilidade de

erro judiciário ou o erro do judiciário deve ser minimizado ao máximo? A continuidade de crimes deve ser garantida por

lei?”[4] O sistema legal brasileiro deve ser aperfeiçoado e corrigido e não afrouxar as penas por ter falhas.

Três motivos deveriam nos levar a considerar como necessária a aplicabilidade da pena de morte em nosso sistema

judiciário. Primeiro, a influência geral, ou seja, a teoria de que quando uma pessoa é castigada outros criminosos em

potencial estariam menos dispostos a cometer os mesmos crimes. Segundo, a influência específica, que é a teoria de

que o criminoso castigado não cometerá mais crimes estando morto. E terceiro, a retribuição legal, isto é, a teoria de

que o crime exige um castigo com uma pena que lhe
 seja proporcional. A pena de morte supre perfeitamente a estas

exigências. Quando o Estado não castiga o criminoso com uma punição equivalente ao seu crime, ele penaliza a vítima,

protege o criminoso, e fomenta a insegurança na sociedade.

1. Se um ladrão entrasse em sua casa, estuprasse e matasse os seus familiares, seria uma pena suficientemente justa

a sentença de alguns anos de prisão?
2. Aceitando que o Estado como autoridade é instituído por Deus (Rm 13:1-7) e que ele é portador de espada, isto é,

instrumento de pena de morte “pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Rm 13:4b), ele

não se torna injusto ao negar-se executar a pena capital sobre os que a merecem?
3. Se existisse a aplicação da pena de morte em nosso sistema penal seria possível que houvesse menos grupos de

extermínios, execução por parte da polícia, vinganças entre famílias e outros efeitos colaterais causados pela omissão

e impunidade?

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

OS LEVITAS DE HOJE


Criou-se no meio evangélico, sobretudo pentecostal e neopentecostal, o hábito de referir-se à cantores da igreja como “levitas do Senhor”. Não poucos cartazes espalhados por aí anunciam os cantores convidados como “levitas”. 

Mas afinal, o que é um levita? A Bíblia respalda o costume moderno de chamar cantores de levitas?

Quem eram?
Os Levitas eram descendentes de Levi, o terceiro filho do casamento de Jacó com Lia. 
Foram separados por Deus para se responsabilizarem pelo sistema cultual e sacrificial da nação de Israel. 
Arão e seus filhos, que também eram da tribo de Levi, ficaram responsáveis pelo sacerdócio, enquanto os demais levitas auxiliavam nos serviços do tabernáculo e, posteriormente, do templo.

O que faziam?

Segundo o Dicionário Ilustrado da Bíblia, os jovens levitas começavam seu trabalho como assistentes dos sacerdotes e dos chefes dos levitas e iam progredindo para cargos mais altos, tais como porteiro, músico da orquestra (nos dias de Davi) e administrador. 

Os levitas se aposentavam do serviço aos 50 anos de idade, embora continuassem dando assistência (mas sem realizar serviço braçal) aos jovens sucessores (Nm 8.25-26).

Alguns dos serviços realizados pelos levitas:

A- Eram responsáveis pela guarda e conservação do tabernáculo e de todos os seus móveis e utensílios (Nm 1.50-53; 3.6-0; 4.1-33);

B- Auxiliavam os sacerdotes a matar e esfolar os animais para o sacrifício;

C- Examinavam os leprosos, conforme a prescrição da Lei;

D- Recebiam os dízimos dos demais judeus, mas também entregavam seus dízimos aos sacerdotes (descendentes de Arão);

No reinado de Davi (1Cr 23.1-5), com grandes reformas litúrgicas feitas por aquele monarca de Israel, os levitas foram divididos em quatro classes:
(1) assistentes dos sacerdotes no trabalho do santuário; (2) juízes e escribas; (3) porteiros; (4) músicos.
Perceba que a música era apenas uma dentre muitas ocupações dos levitas. 

Aliás, vale ressaltar que primordialmente a música não era atribuição dos levitas, e sim o auxílio aos sacerdotes na organização do tabernáculo ou templo e do culto judaico. Tocar e cantar foi uma função agregada aos levitas tardiamente.

E então, cantores são levitas hoje?

Primeiro vale dizer que nenhum texto do Novo Testamento trata os cristãos como levitas, mas diz que todos os salvos – não apenas oscantores! – fomos feitos “reino e sacerdócio” (Ap 5.10; conf. 1Pe 2.9: “Mas vós sois… sacerdócio real”). Ou seja, todo crente é um sacerdote, porque oficia diante de Deus, ministrando culto e adoração ao Senhor.
 Mas levita propriamente, a Bíblia não diz que nós cristãos somos.

Segundo, vale questionar: se levitas não eram nem primordialmente nem exclusivamente cantores ou músicos, por que hoje adjetivamos apenas os que trabalham com louvor como levitas?
 Levitas também eram porteiros, mas não chamamos nenhum porteiro de levita. 
Levitas eram responsáveis pela limpeza do tabernáculo, mas não chamamos as zeladoras da igreja de levitas. Por que só os cantores ou músicos são chamados de levitas?

Terceiro, um descendente da tribo de Judá (como Jesus) ou de qualquer outra tribo que não fosse da de Levi, jamais poderia ser chamado de levita ou ocupar o ofício levítico. 

Por que esta obsessão pelo título de levita, quando não se é judeu, e muito menos  descendente de Levi?

Os que assim insistem em apelidar cantores ou músicos da igreja ou se autoproclamar como “levita do Senhor”, devem responder a algumas perguntas básicas:

É judeu? Tem o sangue de Jacó correndo nas veias?

É da tribo de Levi? Pode comprovar isso?

Está disposto a reconhecer que como levita tem outros deveres além de cantar, inclusive auxiliar na limpeza ou na portaria do templo?

Caso a resposta a qualquer destas perguntas seja um NÃO, então também NÃO SE DEVE ACEITAR SER APELIDADO DE “LEVITA”. Pois de fato e de verdade não é. 

Isso não é implicância com os cantores e músicos da igreja, é apenas corrigir um linguajar errado e não-cristão usado inapropriadamente. 

Fonte Gospel prime / Tiago Rosas. 

Acréscimos e edição: 
Elias Barbosa.(estudioso da Bíblia e das religiões).

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O que a Bíblia diz sobre o aborto?

As escrituras sagradas trata um aborto como algo que não chegou a existência. 

Portanto um aborto na visão bíblica não é morte. 

Morte é a cessação da vida. 

E um ser pra se tornar uma criatura vivente, e ter seu nome arrolado no livro dos vivos, tem que vê o sol, ou seja, nascer, sair ou ser tirado vivo do ventre da mãe. Mesmo que venha a morrer em seguida.

Portanto um abortado, é tratado como algo sem significância e importância, ou  irrelevante, em contraponto  a vida da mãe, que é vista como valiosa. 

Êxodo 21:22 
Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente aquele que feriu será multado conforme o que lhe impuser o marido da mulher e pagará diante dos juízes.
 
Jó 3:16 
ou, como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz.
 
Salmos 58:8
 Como a lesma que se derrete, assim se vão; como o aborto de uma mulher, nunca vejam o sol.
 
Eclesiastes 6:3 Se o homem gerar cem filhos e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma se não fartar do bem, e além disso não tiver um enterro, digo que um aborto é melhor do que ele, 4 porquanto debalde veio e em trevas se vai, e de trevas se cobre o seu nome. 5 E, ainda que nunca viu o sol, nem o conheceu, mais descanso tem do que o tal.
 

A igreja cristã tem uma visão distorcida e exagerada desse tema, colocando um embrião em formação muitas vezes acima da vida da mulher. 

Portanto é justo quando as leis Brasileiras permite em caso de estupro que a mãe possa optar pelo interrupmento da gestação, ou em caso de oferecer risco a vida da genitora.

 Elias Barbosa ( estudioso da Bíblia e das religiões)